Quando tinha 9 anos, apercebi-me que não sabia desenhar tão bem quanto gostava de saber e acabei por desistir do desenho como fazendo parte de um processo artístico e criativo.
Desde então, até há 10 anos atrás (tinha eu 33 anos de idade), vim percorrendo a minha vida profissional e todos os meus hobbies longe do design mas fui constatando que em tudo o que fazia pautava sempre o mesmo ingrediente de sempre: criatividade.
É verdade, esta personalidade criadora insuperável era própria de mim, da minha forma de viver a cada minuto. Foi nesse momento que entendi que devia reencontrar-me com aquela vontade tão antiga de criatividade e ser Designer.
Para o efeito, tive que arranjar tempo para estudar e me preparar para aprender a técnica, as ferramentas, os principios e os processos próprios do Design. Comecei pelos cursos especializados e participei inclusivamente em alguns úteis workshops, nomeadamente no Saint Martins College of Arts & Design em Londres.
Depois, comecei a trabalhar como Freelancer e de facto, ainda hoje o faço mas sempre e só com prazer, entrega e com dedicação à mensagem e conceito que me pedem para criar e desenvolver.
Ser Designer é dar vida ao imaginário, é criar o inexistente... é dar identidade ao que ainda não tem... é dar sentido a coisas novas, é destacar de forma criativa e inteligente, algo que passa despercebido neste mundo de informações e tecnologias.
O Ser Designer é dinâmico, atento e irreverente, antenado a tudo, vive das idéias e da imaginação, materializando-as e conceptualizando-as. Estudar, criar métodos e praticar, são preceitos importantíssimos na ampliação dos recursos na busca de soluções.
Ser Designer, para mim, é percorrer um caminho que sempre existiu cá dentro, mas que viveu oculto. Um longo caminho de aprendizagem e imaginação, que não tem atalho e não tem fim.
Xavier
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